quinta-feira, 23 de abril de 2026

Um dia no Saara

 O maior deserto do mundo tem um nome: Saara e abrange onze países na África e, entre estes, Marrocos, onde o conheci em novembro de 2022. O Deserto passa por territórios da Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Chade, Níger, Mali e Mauritânia e forma também o Saara Ocidental. 

O Saara é conhecido como um dos maiores desertos quentes do mundo, é o terceiro e perde apenas para a Antártida e Ártico, não se espantem, estes dois também são considerados desertos pelos especialistas, e tem uma área de nove milhões e duzentos mil quilômetros quadrados, e seu ponto mais alto está no Chade,  Mountain Koussi, com 3.450 metros. 

O Saara virou um deserto há mais de dez mil anos quando aconteceu uma mudança drástica no eixo de rotação da terra, provocando um giro de poucos graus mas o suficiente para uma grande transformação climática e criando o Deserto que ganhou este nome. 


Por um euro a mais

 

Novembro de 2022, Deserto do Saara, Marrocos, mais precisamente em Ben Haddou, próximo a um grande pavilhão onde as filmagens hollywoodianas são realizadas, ou eram, não sei o certo, nos encontramos com este personagem da foto ao lado, que não queria ser fotografado, não aceitava papear comigo, claro que com nosso guia Hassan como intérprete, e, como os seus companheiros no centro de Marrakesh apenas faziam gestos. 

Eu não entendia e tentava me aproximar. Ele não me entendia e ameaçava colocar a cobra, ou serpente, no meu pescoço. Chamei Hassan e perguntei: O que se passa, o cara está arredio mas não se afasta de mim. 

E o guia me disse: - Mostre a ele algumas moedas de Euros que ele te chamará para fotos e até deixará pegar a serpente. E eu coloquei uma nota de cinco Euros e uma moeda de um Euro na mão e cheguei próximo, ele mandou eu me abaixar, quis colocar a serpente no meu colo ou no pescoço, que recusei, e se deixou fotografar e filmar à vontade. E o Hassan, no final da sessão de fotos, disse que o cara me adorou e queria que eu ficasse com a serpente por alguns Euros a mais. Rimos muito, agradeci, do jeito marroquino, e me mandei antes de fazer negócio com o cidadão. 

Conhecendo a Casa de Maria

 Dia de conhecer Éfeso, a nossa cereja do bolo desta viagem. 

 Sabem o que significa estar em Éfeso? É chegar na última morada da Virgem Maria, um Santuário Católico/Mulçumano localizado no Monte Koressos. Antes visitamos a Biblioteca Celsus e andamos pelas ruínas da cidade antiga, que foi varrida por um maremoto e depois reconstruída em outro local.  Dali seguimos para Ismir, uma das mais tradicionais cidades do lado asiático da Turquia, onde pernoitamos e esperamos para conhecer o Cavalo de Troia. 

Passar por Éfeso me trouxe uma emoção profunda, as lágrimas correram como cascada pelo meu rosto e me senti abençoado pela Virgem Maria, nossa protetora. 

O voo no balão


Ah, claro, na manhã deste 25 de março teve um capítulo especial daquela vuagen a Turquiam en 2919, chegou a hora do Voo no famoso Balão da Capadócia.

E não há muito o que descrever, é uma sensação única, que você sentirá de um jeito diferente do que eu senti, que Marina sentiu e que nosso grupo, formado em Istambul, Gil, Janice e Sinézio, sentiu ao levantar voo e ficar parado por sobre aquele cenário incrível por algum tempo e depois sobrevoar a região como estivéssemos em um carrinho qualquer aqui no solo. Fantástico é pouco para definir o passeio, que, como diz o ditado "se for à Turquia e não voar no balão da Capadócia é como ir a Roma e não ver o Papa ou a Nova Iorque sem visitar a Estátua da Liberdade. 

Dia 6 - As emoções começaram a brotar, aos borbotões, à medida que passava o tempo aumentava a sensação de que um dos objetivos da viagem estaria sendo cumpridos, mas ainda faltava passar por Kônia, onde visitamos o museu dos Medievais e assistimos, à noite, a dança típica dos kônicos, e nos preparamos para seguir em frente, e no próximo destino estava Pamukkale, um dos mais belos lugares que passamos neste roteiro de dez dias pela Turquia, o Castelo de Algodão, um lugar maravilhoso onde a mão de Deus se aproximou e colocou ali uma beleza incomum.

A histórica Pirenópolis

 

Os bonecos de Olinda

  


Badalado Nordeste Brasileiro tem suas atrações bem divulgadas pela mídia turística e algumas, como Porto de Galinhas, decepcionam a muitos, como nós (eu e Marina) ou agradam a outros milhões que dizem ser um das praias mais legais de todo o litoral nordestino. 

Não concordo, em parte, com todos estes elogios, talvez tenha sido um momento ruim do lugar ou meu humor não estava para praia, que confesso não ser fã de carteirinha, mas o lugar não me agradou, a estrutura poderia ter sido melhor e o atendimento, na orla e nos bares, deveria ser repensado pelos administradores de Ipojuca, município onde está o Distrito de Porto de Galinhas. 

Passamos um dia inteiro na Praia dos Carneiros (foto acima) e não sei se o lugar ou se realmente é constantemente assim, som alto, ambulantes demais, e contadores de piadas, de baixo calão, também com som alto, irritando quem está na praia e quem almoça ou saboreia um petisco com cerveja nos bares do entorno. Nota 5 para Porto de Galinhas.

Mas Recife e Olinda nos encantou, dois lugares maravilhosos, na capital um belo passeio pela orla, uma noite de música e comida típicas da cidade e em Olinda uma visita panorâmica e depois andar pelo centro histórico e conhecer o verdadeiro Nordeste Brasileiro. 

Mangue Seco bem molhado

 

Depois de três dias no Sergipe, curtindo um City Tour, uma noite legal, e uma visita super bacana no Cânion do Xingó, chegou a vez de conhecer aquilo que a TV Globo nos mostrou, há alguns anos bem distantes deste 2024, através da famosa novela "Tieta", baseada em uma obra do baiano Jorge Amado, "Tieta do Agreste", que teve como cenário este canto da Bahia, divisa com Sergipe, que ganhou o nome de Mangue Seco e ficou nacionalmente conhecido através da citada obra do grande escritor brasileiro. 

Sábado, 11 de maio de 2024, partimos cedo do Real Praia Hotel, na Orla

Atalaia, em Aracaju, levados pela Top Tour, a operadora que nos serviu neste sétimo passeio pelo Nordeste Brasileiro, e logo na saída percebemos que não seria uma jornada "seca" no Mangue Seco, a chuva caía desde a madrugada e a previsão do serviço de meteorologia era chuva para o dia inteiro, mas não nos importamos e seguimos, liderados pela dupla de guias, me perdoem mas o nome não me recordo no momento já que a grande preocupação era com o tempo instável e com muita chuva. 

E a pergunta era: Teremos um passeio legal? Já que estava pago e incluído no programa do dia, lá fomos nós, eu, Marina, um casal que ficou na metade do caminho, em outro programa, foram ficar com os Tambaquis em um Parque Aquático, e seguimos para nosso destino e conhecemos a Carolina, que disse "muito prazer, sou Carol, de Capitólio, Minas Gerais, um dos mais belos lugares deste país".  Um dia vou lá para comprovar, mas, por enquanto, falaremos da frustração do Mangue Seco, que estava molhado demais para uma visita normal. 

Seguimos em direção a Praia do Saco, ainda no Sergipe, onde atravessamos em um barco a motor, que nos levou, eu, Marina, Carol e os dois guias, até ao nosso destino, e o Buggy foi alugado, o guia Sérgio muito simpático e eficiente motorista, começou o passeio conosco, apenas três turistas corajosos que enfrentaram chuva e vento para tentar completar as cinco paradas obrigatórias. 

A primeira até que a chuva ameaçou uma trégua, disse apenas ameaçou, pois a força da água aumentou e daí até a quinta parada foi apenas tentar fotografar, filmar ou descer do Buggy para andar nas areias molhadas do Mangue que é seco por natureza. Não deu... infelizmente, não deu. Na quarta parada desistimos mas o Sérgio insistiu para que fôssemos pelo menos até a parada Romeu & Julieta para ver de perto um pouco da beleza do lugar. Topamos, mas ali terminou nosso passeio decepcionante, não pelo lugar e sim pela chuva, que para eles foi uma bênção e para nós apenas um motivo para ficar na barraca de apoio da operadora. 

Então, como o tempo teria que ser cumprido ficamos por ali bebendo e comendo, aliás, quebrei uma rotina de quase quarenta anos sem beber uma "caipirinha" e mandei descer uma com pinga e limão e veio no capricho e valeu a pena o papo com Carol, que conhecemos naquele dia e me parece que se tornou uma amiga de longos anos. 

A volta foi ainda sob forte chuva, e, graças às orações de Marina para Nossa Senhora, a chuva nos deu trégua de dez minutos, o suficiente para que nos atravessassem o Rio Real tranquilamente. E foi assim que conhecemos o Mangue Seco, bem molhado.